A Everest Digital, grupo 100% nacional, apostou em atuar fora do eixo Rio e São Paulo para avançar em data centers

A Everest Digital, grupo 100% nacional, apostou em atuar fora do eixo Rio e São Paulo para avançar em data centers. A companhia tem o único data center TIER 3 de Goiás e já preparado para processar IA. A demanda cresceu e há planos de expandir para um inédito data center, igualmente na região Centro-Oestee, considerada especial por ter água e energia abundante. A unidade tem capacidade de 2 megawatts (MW), com possibilidade de expansão para 8 MW.
“Tenho clientes fortes do agro e atendo, por exemplo, a Light no Rio de Janeiro, que nos usa para backup dos seus dados”, conta o CEO da companhia, Gleysson Araújo, em entrevista ao portal Convergência Digital. O executivo se posiciona 100% favorável ao Redata, mas afirma que seu planejamento não parou à espera dos benefícios.
“Meus projetos seguem e converso até com outros estados. A indústria de data center deve crescer inevitavelmente. deve pulsar. Se o Redata acontecer, isso será acelerado. Há uma corrida por saber onde colocar essa computação para rodar. Outros países estão se movimentando para buscar esse investimento. O Brasil não poderá perder essa oportunidade”, reitera Araújo.
O CEO da Everest Digital igualmente sai em defesa da nuvem soberana e de uma nuvem brasileira. “O Brasil não poderá ser apenas consumidor de inovação. Temos volumetria para sermos desenvolvedores. agora 60% dos dados brasileiros são processados fora do país”, assinala. Araújo afirma que o custo desse processamento fora do Brasil tem um custo projetado em R$ 8 bilhões.
E aqui, Araújo pede que a regulamentação do Redata aconteça o quanto antes. Ele admite que o período eleitoral afetou o andamento do projeto, mas afirma que o Decreto da Regulamentação garante segurança jurídica para quem pretende investir no país. “Sou procurado por data centers de fora do Brasil. Todos pretendem investir, mas igualmente pretendem regras claras. Precisamos manter o Brasil na rota dos aportes”, salienta.
Sobre o Decreto Presidencial, Araújo afirma que ele terá que harmonizar os interesses de quem produz localmente e de quem deve importar os equipamentos. “Não se poderá dar preferência a ninguém. O equilíbrio é essencial e estamos conversando bastante para aparar as arestas”, completa Gleysson Araújo.
Indagado sobre valores de investimentos da Everest Digital, o executivo preferiu não falar sobre valores. Mas ressaltou que um data center de qualidade, atrai projetos de qualidade. “As GPUs do CEIA (Centro de IA de Goiás) rodam na Everest. Nós já compramos GPUs para atender a demanda, mesmo diante da dificuldade da aquisição por conta da alta procura”, exemplifica.



