Para Lucas Albuquerque, diretor da Sea inovação, a discussão é necessária
Realizado na semana da audiência pública no Congresso Nacional que discutiu a criação do marco legal da cibersegurança no país, o 2º Encontro Nacional de TIC do Sistema S, organizado pela Network Eventos, contou com painel sobre governança digital e segurança da informação. entre outras coisas, o debate tratou da eventual centralização de decisões e da regulamentação da segurança do ciberespaço por um órgão governamental único. Embora com diferentes expectativas sobre seu formato e atribuições, especialistas defenderam que o Brasil precisa avançar na coordenação das políticas de segurança cibernética para enfrentar um cenário de ameaças cada vez mais sofisticado.
Para Lucas Albuquerque, diretor da Sea inovação, a discussão é necessária, mas deve vir acompanhada de mecanismos efetivos de fiscalização. “Não adianta apenas regulamentar se não houver fiscalização.” Rodrigo Haidar, gerente global de pré-vendas da Segura, igualmente se indicou favorável à iniciativa, desde que ela não aumente a burocracia. “Uma autoridade poderá ser relevante, desde que não engesse os processos de compra nem a manutenção dos ambientes tecnológicos.”
Na avaliação de Julio Signorini, CTO da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o país precisa estabelecer diretrizes claras para orientar as instituições públicas. “É fundamental termos um norte sobre o que se espera da soberania em cibersegurança no Brasil. Uma estratégia nacional precisa caminhar de forma alinhada com os demais órgãos de segurança.” Marcelo Stella, gerente de inéditos Negócios da Telebras, defendeu que uma estrutura desse tipo poderia atuar como um integrador das informações produzidas pelos diferentes órgãos públicos. “Se conseguirmos criar um catalisador que permita correlacionar alertas e ampliar a integração entre sistemas, teremos um avanço relevante.”
“Ter um órgão que consolide informações e ofereça um modelo a ser seguido facilita bastante as coisas”, afirmou Marcelo Azeredo Cornélio, diretor-presidente do Prodest e vice-presidente de Inovação da ABEP-TIC. Cornélio afirmou que uma instância nacional poderia facilitar a adoção de boas práticas pelos órgãos públicos. O superintendente de Segurança da Informação do Serpro, Tiago Iahn avaliou que a principal contribuição estaria na coordenação das políticas nacionais. “agora temos diversos órgãos produzindo orientações. Integrar regras, diretrizes e prioridades seria bastante mais eficiente. O relevante é que essa autoridade fortaleça a governança e não apenas produza normas difíceis de serem implementadas.”