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Outro ponto observado é que o profissional tech brasileiro igualmente virou um exportador de conhecimento, trabalhando remoto para o

23/06/2026 09:41
Atualizações
Outro ponto observado é que o profissional tech brasileiro igualmente virou um exportador de conhecimento, trabalhando remoto para o

Em média, mais de cinco mil micro e pequenas companhias focadas na prestação de serviços em inovação da informação, voltadas para programação, desenvolvimento, tratamento de dados, web design, suporte e consultoria, foram abertas por mês no 1º trimestre de 2026, somando mais de 16 mil inéditos CNPJs até março. O número representa um expansão expressivo de mais de 30% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo recente balanço feito pela Contabilizei, a partir da análise de dados públicos da Receita Federal.

“O expansão do trimestre foi robusto e consistente ao comparar um mês contra o outro: janeiro avançou 26,5% sobre o mesmo mês de 2025, fevereiro seguiu na mesma linha com alta de 22,3% e março fechou com salto de 47% em relação ao ano passado, destaca o vice-presidente executivo de operação da Contabilizei, Guilherme Soares. “Essa expansão não representa necessariamente a criação de big techs, mas sim os constantes investimentos na área de inovação e uma reestruturação das relações de trabalho”.

“Para quem atua na área tech, abrir CNPJ deixou de ser um caminho para o empreendedorismo mais conhecido (criar uma startup) e passou a ser uma exigência do setor para maximizar a renda líquida e crescer financeiramente. Sem os descontos do modelo CLT, os desenvolvedores, programadores e demais profissionais aumentam o faturamento e têm mais flexibilidade para atender a múltiplos clientes. Além disso, a urgência das companhias tradicionais em implementar soluções de IA exigem a contratação especializada sob demanda”, afirma.

De acordo com dados internos da Contabilizei destacados pelo executivo, houve expansão de quase 70% no número de inéditos clientes de inovação ao comparar a abertura de companhias do inicial trimestre de 2026 com 2025. “Quando a base inteira de clientes nesta área é analisada com atenção, é possível verificar também que o faturamento consolidado de todos os profissionais alcançou mais de R$ 2 bilhões nos três iniciais meses do ano”.

Outro ponto observado é que o profissional tech brasileiro igualmente virou um exportador de conhecimento, trabalhando remoto para o exterior para ganhar em dólar ou euro. “Por exemplo, tivemos um expansão de 32% de clientes emitindo nota fiscal para o exterior ao comparar o inicial trimestre de agora com o ano anterior. Nesse período, foram mais de 33 mil notas fiscais emitidas e mais de R$ 735 milhões de faturamento”, compartilha Soares.

Conforme o levantamento feito pela Contabilizei, a partir da análise de dados públicos da Receita Federal, foram criados mais de 1,6 milhão de inéditos CNPJs no 1º trimestre de 2026, um alta de 13% em relação ao mesmo período de 2025 (cerca de 185 mil). “Todos os setores expandiram no volume de abertura de companhias do 1T25 para 1T26: serviços (14%), indústria (14%) e comércio (9%), evidenciando o dinamismo do empreendedorismo brasileiro”, pontua Guilherme. “As companhias nas categorias de MEIs e de outros portes (não-MEIs) tiveram os seguintes crescimentos no período analisado: 15% e 7%”.

Regionalmente, o inicial lugar no ranking estadual neste inicial trimeste é do Mato Grosso , que lidera o top 5 de estados com maior expansão percentual, avançando 19,3%, na frente do Pará, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. No quesito capital, Manaus aparece na inicial posição do ranking, com expansão percentual de 31%, seguido por Campo expressivo, Fortaleza, Brasília e Salvador. Os dados refletem a diversificação e o fortalecimento do empreendedorismo em diversas regiões do país.

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