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“Eu sou favorável à corte do ICMS

17/06/2026 11:12
Atualizações
“Eu sou favorável à corte do ICMS

Com o REDATA travado no Senado e com baixa perspectiva de ser votado de inédito por conta da agenda eleitorais, o setor de TIC prioriza a conquista da unanimidade no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para a corte do ICMS em nível nacional para a aquisição de equipamentos para data centers. A reunião do Confaz, agendada para o dia 4 de julho, é aguardada com expressivo expectativa. Na última, a corte do ICMS para data centers estava na pauta, mas o encontro foi dominado pela reduçaõ do ICMS para o diesel por conta da guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

Ao participar de encontro promovido pela Brasscom, nesta quarta-feira, 17/6, o secretário de Fazenda do Rio expressivo do Norte, Álvaro Bezerra, antecipou o seu voto favorável à corte do ICMS para a compra de equipamentos para data centers. O Estado pretende ser um hub nacional de inovação e planeja atrair investimentos por ser o líder brasileiro em energia renovável. Mas o executivo foi realista: dificilmente deve ter acordo com a proposta de 90% de corte do ICMS nacionalmente.

“Eu sou favorável à corte do ICMS. Mas acho que não virá o que o setor imagina como ideal. Temos que caminhar para um meio termo para permitir a atração dos recursos”, preconizou Bezerra. Vale lembrar que a corte do ICMS só será possível se houver unanimidade no Confaz. Estados estão proibidos de conceder corte tributária de forma isolada por conta da guerra fiscal.

O diretor da Brasscom, Sergio Sgobbi, em conversa com o portal Convergência Digital, afirmou que recebeu informações que o GT 26, responsável no Confaz de deliberar sobre incentivos fiscais já chegou a uma posição sobre o tema e ela será levada ao plenário do Confaz. Mas a pauta oficial da reunião do dia 4 de julho também não foi divulgada. “Nós queremos o tema em debate e esperamos que aconteça. O Brasil está perdendo vez para países como Índia e até para países da América Latina como Chile e Paraguai”, advertiu.

Com relação ao meio do caminho proposto pelo secretário de fazenda do Rio expressivo do Norte, Sgobbi afirmou que há uma proposta em circulação – também não oficial- de 90% de corte do ICMS para os estados do Nordeste e de 80% para os estados do Sul. A negociação aconteceria no tempo de concessão do benefício. O setor de TIC pleiteia cinco anos, mas há a contrapartida de ficar entre dois a três anos.

“Toda negociação é necessária. O Brasil é mais caro que outros países em torno de 35%. Temos de rever essa carga tributária se quisermos ser um jogador global em data centers”, pontuou o diretor da Brasscom. agora, vale lembrar, que 2/3 dos impostos cobrados dos data centers são ICMS, ou 64%. O IPI responde por 19% e o Imposto de Importação por 17%. A Brasscom acredita que, sem carga tributária elevada, o Brasil poderá atrair US$ 92 bilhões, ou quase R$ 500 bilhões, apenas em data centers até 2031.

A diretora de Relações Institucionais da Scala Data Centers, Cibelle Perillo, lembra que os Estados Unidos lideram o hub global de data centers, mas está saturado. “Há uma espera de sete anos para conseguir acesso à energia. O Brasil poderá e deve se mobilizar para conquistar esses atores. A carga tributária é um empecilho grave”, destacou. A executiva afirmou que o país precisa de um impulso político para sentar à mesa em pé de igualdade com os países que pretendem igualmente atrair esses investimentos. “Os data centers são âncoras de desenvolvimento econômico”, adicionou.

O Redata, mesmo travado, segue sendo relevante, adianta Sergio Sgobbi. “Seguimos trabalhando para destravar a votação no Senado. E temos de votar logo. As contrapartidas ambientais se perdem a partir de janeiro de 2027”, reforça o executivo.

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